sábado, 2 de abril de 2016

CONSCIÊNCIA AMBIENTAL



- Não devemos sujar o meio ambiente!

Quem não se lembra dessa lição que é ensinada desde a educação infantil?

Lamentavelmente, a partir da experiência que tive hoje, concluo que muitas crianças cresceram e se tornaram jovens e adultos que não conservaram esta lição em suas vidas.

Neste sábado, dois de abril, eu fui com as minhas filhas em um espaço da orla marítima da minha cidade, Natal, RN, que é bastante conhecido e freqüentado pela turma jovem que curte uma balada, uma rave... 

Penso que no dia anterior deva ter ocorrido algum tipo de evento e as pessoas, simplesmente, deixaram um rastro de lixo espalhado por todo o ambiente.

O Ambiente do qual eu falo é belíssimo que oferece uma natureza exuberante. Ele serve e  já serviu muitas vezes de cenário para vários fotógrafos fazerem books para modelos e clientes.

A área que dá acesso a praia é tomada por uma grama e umas filas de árvores que se assemelham a uns pinheiros. Daí o nome dado ao espaço: Os pinheiros ou pinheirais.

Observei em algumas das árvores plaquinhas coloridas exibindo orientações, bem intencionadas,  do tipo: “Não suje o espaço”; “Recolha o seu lixo”; “Mantenha este local limpo”... Em vão. Foram totalmente ignoradas, pelo que vimos.

Achei interessante porque quando a gente voltou da beira da praia com um saco de lixo na mão e o jogou em um dos vários latões que tem espalhados no local, um dos rapazes que parece trabalhar em uma barraca de bebida por lá, mencionou: - Ah se todo mundo fizesse assim!

Este foi o momento em que eu realmente me dei conta de que nós éramos uma exceção e não a regra. Que a regra era: as pessoas geralmente não retiram do ambiente o lixo que produziram nele.

Olhando aquele montão de lixo a gente realmente poderia ter pensado: - Que diferença vai fazer se não jogar esse saquinho, ou se jogar esse saquinho nessa sujeira toda?

A diferença estava na consciência. Ela ficou tranqüila em saber que não cooperamos com aquilo.

O mais interessante é que o óbvio de toda essa história é que se cada pessoa que jogou o seu lixo tivesse usado a sua consciência de forma correta, o espaço estaria totalmente limpo.

Ficamos realmente triste com o descaso com o meio ambiente.

Além disso, tem outra questão também seriíssima, essas pessoas estão proporcionando condições de criadouros para as larvas dos mosquitos que vêm causando bastantes tragédias em nossa cidade,  adoecendo e matando pessoas e provocando o nascimento de crianças com microcefalia.  

Decidimos retornar amanhã, domingo, ao local, juntamente com um pessoal que conseguimos mobilizar, para fazer um mutirão e deixar o ambiente como ele merece ficar.

Se cada um fizer a sua parte... 




domingo, 20 de março de 2016

GENTILEZA GERA GENTILEZA


De alguma forma todo mundo já deve ter ouvido falar da campanha que objetiva sensibilizar as pessoas para contribuírem com um trânsito menos violento e que utiliza o seguinte slogan: “GENTILEZA GERA GENTILEZA”.

Pois bem, eu considero que os idealizadores da campanha foram muito felizes com a idéia e com a escolha do slogan.

É uma campanha bem inteligente, se a gente pensar que realmente muitos acidentes, muitas brigas de trânsito e, principalmente, muita agressão e morte podem ser evitadas simplesmente pela decisão pessoal de “ser gentil” com o outro que está do meu lado.

Veja que não se trata somente de ser correto no trânsito, trata-se de enxergar o outro, de facilitar a sua passagem, de tentar compreender algum ato de falha ou barbeiragem, sem partir para a agressão oral ou física.

Eu tento exercitar sempre essa campanha quando estou dirigindo e tenho percebido muitas pessoas também fazendo isso. O que me deixa bastante feliz porque, sem sombra de dúvida,  isto humaniza mais esse universo de domínio das máquinas.

Mas, como em tudo nesta vida, nem todas as pessoas agem ou reagem como deveriam, ou seja, não se comportam de acordo com o slogan, praticando gentileza para recebê-la de volta.

Acontece que neste final de semana eu passei por uma experiência no transito da minha cidade Natal que me deixou bastante indignada. Mais do que isso, me deixou deveras triste em presenciar o egoísmo humano e o seu preconceito, no sentido etimológico da palavra, de julgamento antecipado, baseando-se apenas na opinião formada pela sua impressão imediatista, sem aprofundamento na avaliação.

O fato aconteceu ali na saída do Conjunto Satélite para a BR quando eu objetivava alcançar o sinal do retorno que conduz para o acesso à Avenida Maria Lacerda. Quem já fez essa travessia sabe que não é nada fácil de ser realizada, principalmente se for em um horário de pico. Isto porque você tem poucos metros para atravessar quatro vias e, nesses horários, se não contar com a gentileza de alguém que te permita passar na frente e ir se encaixando em cada faixa até alcançar a faixa do retorno é impossível realizar.

Acontece que, neste sábado, por volta de meio dia ou uma hora da tarde, os carros formavam um engarrafamento enorme neste local. Quando chegou a minha vez de colocar-me na posição da frente, no local da saída da marginal para a principal, estiquei a mão com o polegar em direção de um motorista que prontamente me permitiu entrar na fila. Assim, superei a dificuldade de acessar a primeira faixa. Depois, vagarosamente consegui entrar na segunda. Agora só me faltava entrar na terceira e seguir calmamente para fazer o retorno quando o sinal abrisse.

Aí foi que tudo deu errado. Eu não conseguia de forma alguma entrar na terceira faixa.

Aconteceu que todos os carros nos quais eu emparelhava estavam com os vidros totalmente fechados e os motoristas não percebiam, ou fingiam não perceber, o meu pedido de ajuda. Em vão eu buzinava, falava e gesticulava com o polegar pedindo a gentileza de me deixar passar.

Na medida em que eu avançava no insucesso de ser atendida, aquilo ia me dando uma sensação de exclusão, um pânico de não perceber a possibilidade de conseguir entrar se ninguém parecia disposto a colaborar comigo.

Para piorar ainda mais a minha situação, um motorista, ou uma motorista, não dava para distinguir, de um desses carros grandes e altos, que impõem um status de riqueza e superioridade, me fechou literalmente. Eu vi que a criatura ao perceber a minha intenção de entrar na sua frente, adiantou o carro e puxou seu volante para encostar-se no meu retrovisor. Eu confesso que fiquei em choque. Compreendi então que todos ali estavam julgando que eu agia com esperteza, que eu estava sem querer enfrentar a fila e por isso tentava passr na frente de todos.

Acontece que minha impossibilidade de comunicar-me com eles, já que estavam todos com vidros trancados, deixava-me isolada e excluída. Eu  nem preciso dizer o quanto me senti mal com tudo o que estava me acontecendo.

E se ainda havia possibilidade de tornar essa situação ainda pior, o fato de estar ocupando uma via que deveria estar liberada para quem seguia em frente na BR, provocava buzinadas estridentes por parte dos que se sentiam prejudicados por mim.

Eis que, quando, de fato, eu já não sabia mais o que iria acontecer comigo, eu me deparei com um desses motociclistas que entregam gás de cozinha e, tentando me controlar para não chorar, pedi que ele me fizesse o favor de me deixar entrar. Senti necessidade de explicar para ele que eu não estava querendo “furar a fila”, simplesmente eu não tinha conseguido ainda a chance de entrar.

Para minha sorte, o rapaz foi gentil realmente e me cedeu a vaga. Ocorre que no mesmo instante percebi um carro em situação semelhante a que enfrentei. Eu,  imediatamente  propaguei a gentileza que havia recebido do rapaz da moto, buzinei e acenei que entrasse na minha frente. A experiência de receber a gentileza e a de fazer a gentileza provocaram em mim a mesma sensação de alegria e bem estar.

Acredito que é assim mesmo que deve funcionar. Nós precisamos ter mais paciência com as outras pessoas; precisamos evitar julgar precipitadamente os atos dos outros; necessitamos nos poupar de fazer questão de expor exageradamente a nossa razão, por qualquer motivo... O importante é sermos sempre Gentil como as outras pessoas, motoristas e pedestres.

Eu espero de verdade nunca mais passar por outra situação dessa e  também não gostaria de saber que outra pessoa passou por uma experiência semelhante.  


domingo, 6 de março de 2016

SOBRE OS ATUAIS ACONTECIMENTOS POLÍTICOS DO BRASIL

Quer saber? Eu não tenho arrependimento por ter oportunizado o Partido dos Trabalhadores a assumir o governo em nosso país.
            O que verdadeiramente lamento, e lamento mesmo profundamente, é  que muitos do partido tenham se corrompido, igualmente a todos os que vieram antes deles e, decepcionadamente acredito, igualmente a qualquer um dos acusadores do PT, que se colocados no poder, também o farão, tal e qual, ou pior. 
Lamento mais ainda é reconhecer que realmente precisávamos de governantes com programas socias que erradicassem a fome e a mortalidade infantil provocada por conseqüências dela, que investissem na educação, dando, entre outras coisas, condições aos mais pobres de concluírem um ensino superior. No que nos atendeu o Governo do PT. Mas, aconteceu que, como nossos representantes, empossados pelos nossos votos de credibilidade e de confiança, eles tinham que ter acertado em tudo. Nós esperávamos por isso. Mas não foi assim que aconteceu. Eles erraram, eles falharam, eles se corromperam.
E quem perdeu com isso? Nós, obviamente, o povo brasileiro. Principalmente porque agora está correndo um grande risco. O povo encontra-se à mercê de falsos moralistas e estão acreditando neles como “salvadores da Pátria”, como nossos aliados e sensíveis aos nossos problemas.
            Infelizmente, a “verdade verdadeira” é que eles não passam de um bando de abutres esperando para dar o bote.  O que, aliás, já fizeram.
            O que cabe a nós nesse momento? Buscar  sabedoria para discernir a partir das nossas próprias convicções.  O problema é que, para muitos,  que sem se dar conta passam a ser massas manobradas pela mídia soberana é difícil de fazer.
            É preciso pensar neutro. Sem paixão partidária.

            Assim como não é o fato de eu não concordar com religião que me faz ateia, não é o fato de eu discordar de más atitudes de pessoas ligadas ao governo do PT que me faz apoiar e acreditar na integridade e  na capacidade desses corruptos como Eduardo Cunha; Aécio Neveso desequilibrado Bolsonaro e outros, de governarem o nosso Brasil. 

sábado, 8 de agosto de 2015

NÃO TEMOS PACIÊNCIA PARA ESPERAR



 
O celular travou, o computador parou, a fila não anda, o trânsito está congestionado... É quase impossível suportar essas coisas. As pessoas estão adoecendo constantemente por não conseguirem superar esses embaraços provocados pela sociedade atual, moderna, mecânica e tecnológica.

A nossa época é de velocidades. Velocidade de informações, velocidade de locomoções, velocidade de exigências, velocidade de necessidades... O nosso cérebro se adaptou a isso. Ele apresenta dificuldades agora para esperar, para aceitar as coisas lentas. Estamos nos tornando intolerantes, impacientes.

Está cada vez mais difícil persistir até o fim em curso acadêmico, em aguardar ser sorteado em um consórcio, em planejar ações para um futuro mais distante do que um mês.

Acontece que, por ironia da lógica natural das coisas, a quantidade de pessoas convivendo juntas, com semelhantes exigências, são as vítimas e as agentes dos congestionamentos das redes de computadores, do transito, das filas de bancos, supermercados, etc.

Acontece algo pior ainda, essas pessoas, “nós”, envelheceremos e aí quem irá travar, ficar lento, quem irá funcionar precariamente, será o nosso corpo, será o nosso cérebro... O problema é que não deixamos de legado ninguém acostumado a esperar, a tolerar.

domingo, 12 de julho de 2015

QUANDO A GENTE FICA "COROA"



Depois dos cinqüenta a gente começa a acreditar que a velhice  também chega para nós, ela não é uma condição exclusiva dos outros. A ficha começa a cair.

 As rugas, os cabelos brancos, a carne flácida... Tudo está ali amostra, no espelho, nas fotos...  para não deixar dúvidas. Está acontecendo mesmo com a gente. 

A reflexão chega depois que a gente passa dos cinqüenta anos. Antes, não havia nenhuma necessidade de se pensar sobre isso. 

 Lembro-me que eu, quando criança, como qualquer uma, acredito, encarava as pessoas velhas com a obviedade  de que elas sempre foram assim, naturalmente.  Não havia a menor hipótese em enxergá-las como alguém que percorrera um caminho semelhante ao que eu fazia agora.

Confesso que quando eu comecei a ouvir alguém se referindo a mim como “essa senhora”, “minha tia”, “a coroa”... esses tratamentos que os jovens utilizam para se reportarem as pessoas que já não fazem parte da sua fase, me soou estranho, quase inaceitável.

A impressão que eu tenho é que certas pessoas envelhecem naturalmente, ou seja, o espírito também vai amadurecendo e envelhecendo em conformidade com o corpo. Penso que para estas, o processo seja menos dolorido. 

Ao refletir sobre essas coisas de velhice, eu sempre me recordo do meu pai. Lembro-me de uma coisa que ele repetia: - Eu nunca irei ficar velho. Fiz um pacto com o demônio – dizia ele – e nunca vou envelhecer.

 Aquilo me parecia insano. Como alguém, ainda mais na condição de pai e de avô, já, negar que estava envelhecendo? Só hoje entendo o meu pai, nesse sentimento louco de não se admitir sujeito às condições do tempo. Morreu aos cinqüenta e cinco anos. Eu as vezes penso que ele optou por isso ao se entregar a bebida.

Quanto a mim, não consigo eu mesma me identificar se sou daquelas que aceita naturalmente ou daquelas que relutam em permanecer jovem. Há momentos em que sou uma e momentos em que sou a outra.

Uma coisa é certa, o meu espírito envelhece bem mais lentamente do que o meu corpo. Por isso, as vezes ignoro os espelhos, os conselhos... e faço o que me dá na telha. 

Quando o corpo empacar de vez, eu espero deitar em uma rede e, balançando, lembrar maliciosamente: - Aproveitei o máximo que pude!  

domingo, 14 de dezembro de 2014

QUEM LIMPOU O TERRENO?



Na frente da minha casa tem uma mata.

O terreno não me pertence, mas, mesmo assim, preservo limpa uma área, aproximadamente, uns de dez metros quadrados, para inibir as visitas dos "vizinhos", como as cobras, as aranhas e outros bichinhos que já vieram na minha casa antes.

Trata-se de uma mata da aeronáutica e, mesmo sabendo da proibição do acesso, eu faço essa limpeza. Mas mantenho todo o cuidado de não provocar outra modificação no ambiente. Faço isso desde que comprei a minha casa, há mais de cinco anos. Recebi essas instruções da antiga proprietária.

A área limpa fica embaixo de um cajueiro de folhagens ralas e cajuzinho miúdos e também de um pé de mangaba. Ambos ficam carregadinhos de frutas na época. Essa é a visão privilegiada que tenho da janela do meu quarto.

Neste sábado pela manhã, enquanto varria o terreno, uma experiência da infância me veio na memória. Lembrei-me que quando criança eu ia passar as férias no sítio dos meus avós que era cercado de grandes mangueiras e outras fruteiras. Lá, eu reparava que, diferentemente do interior do sítio, o espaço que ficava mais próximo da casa era impecavelmente limpo. Uma areia branquinha, como uma praia, surgia embaixo das grandes mangueiras. O cenário era diferente do restante do sítio, que era cheio de matos e folhas. Eu achava aquilo, simplesmente “mágico”.

Que sorte tinha a minha avó, pensava eu, um terreno maravilhosamente limpo e branquinho cercava toda a sua casa. Muito convidativo para brincar; pendurar balanços; descansar na sombra e até fazer algum tipo de trabalho em baixo das árvores. Uma maravilha.

Muito tempo depois eu descobri que o terreno aparecia limpinho não por uma mágica, como eu pensava. Descobri que a minha avó acordava bem cedo, antes ainda do sol nascer totalmente. Ela ia curvadinha, com uma vassoura feita dos cachos de açaí e varria todo aquela imensidão de terreno, deixando exposta a areia branquinha que recebia as pessoas que, como eu, chegavam lá depois.

Ainda imbuída nessa lembrança, continuei o meu dia pensando em quantas pessoas, passando por esse terreno que limpo agora, tem a ilusão de que está assim por uma mágica da natureza. A certeza desse pensamento me veio depois. Confirmada em um episódio, no mínimo perturbador.

Quando eu terminei a limpeza do terreno e vim para dentro de casa dar inicio a faxina interna, passei por acaso pela janela do meu quarto e observei que havia pessoas plantando no local que eu limpara há poucos minutos atrás.

Por certo, aquelas pessoas pensaram estar diante de uma mágica encontrando um terreno limpinho, pronto para ser usufruído. Esse pensamento me veio de imediato.

Essa situação me levou para uma reflexão de que coisas assim acontecem o tempo todo nas nossas vidas, em diversas situações.

Casos como dos profissionais que ao chegarem ao local novo de trabalho, valorizando por extremo a sua competência, ignoram o “terreno que outros limparam” para tornar possível o sucesso do seu trabalho.

Têm também aqueles filhos que alcançando um nível elevado no espaço social ignoram que não conseguiriam se os seus pais, ou outros, não lhes tivesse antes oferecido um “terreno limpo” para caminhar.

 Semelhante ainda é o olhar invejoso que se lança sobre o sucesso do outro.  Avaliando somente o produto final, ignorando o trabalho que aquele tivera “limpando cuidadosamente o terreno” para chegar a esse ponto.

Penso que, em qualquer terreno que chegarmos, devamos valorizar os que estiveram antes. Os que arrancaram os matos e afastaram as folhas para expor a areia branquinha que encontramos agora. Mesmo se as chuvas e o vento já tiverem desmanchado o trabalho feito. Se observarmos direito, veremos que há algo de diferente entre aquele terreno e os outros que nunca foram limpos ao menos uma vez.  

Quanto ao problema do terreno em frente a minha casa, eu tentei resolver com um diálogo. Embora, o limite de alcance do meu discurso tenha esbarrado no caráter individualista já formado e apesar de ter me deparado com alguém sem a insensibilidade para perceber que o segredo da mágica do terreno limpo era o meu trabalho, acredito que alguma coisa nós aprendemos nesse dia.



domingo, 10 de agosto de 2014

SOBRE MIM E... UM POUCO SOBRE EX-PAI

Hoje é o dia dos pais. E eu deveria escrever algo sobre isso.

 Deveria, eu disse! Porque é justamente o fato de não dever a ninguém, nem a mim mesma, que me faz escrever no Blog. Aqui escrevo o que eu gosto, o que sinto, o que compreendo e acredito. Estou aqui pela liberdade de escrever por amor. Por isso as longas pausas, sem inspiração ou por estar muito ocupada com os “deveres”.

Dois meses se passaram e não escrevi nada nesse tempo para publicar no Blog.

 Isso pode ter muitos significados, dependendo de qual seja a justificativa , dentre as que eu falei para as longas pausas. Mas o que me preocupa é justamente o fato de eu ficar tanto tempo sem escrever “o que eu gosto, o que sinto, o que compreendo e acredito...”. Para onde estará indo tudo isso?

Conhecendo a intensidade com que as coisas me tocam, lamento constatar que estou vivendo na superfície por todo esse tempo.

Viver na superfície é mesmo como sugere o termo,  viver sem aprofundamento. Nesse caso, sem sentimentos profundos, sem reflexões filosóficas.

Eu percebo que a minha mente está mais canalizada para os “deveres”, para as obrigações. Não tenho vivido espiritualmente, mas, materialmente. Ou seja, não tenho vivido, tenho sobrevivido.

No meu trabalho, embora faça o que realmente gosto, não há espaço para intensidade. As normas e regras podam, controlam.   Ousadia  e sentimentos não são bem aceitos.

Estou achando melhor eu falar um pouco sobre o dia dos pais mesmo.

“Um pouco” mesmo, porque eu não tenho muitas referencias pessoais para falar sobre isso.  Na memória afetiva não há nenhum registro sobre o meu pai. Cedo ele se separou da minha mãe e se separou de mim e da minha irmã também.

O que posso dizer sobre os pais? Nunca sejam ex-pais.

A referência de pai que eu tenho é o pai das minhas filhas. Há mais de quatorze anos da nossa separação, totalmente presente na vida delas.

A ele e a outros pais que nunca se permitiram tornassem ex-pais, a minha homenagem nesse dia.  FELIZ DIA (VIDA INTEIRA) DOS PAIS!


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...