segunda-feira, 22 de março de 2010

AVARTAR, BRASIL E PALESTINA, ALGO EM COMUM?


A princípio não me interessei muito em ver o filme, apenas tinha a curiosidde diante de tantos comentários que se reportavam principalmente em relação a perfeição dos seus esfeitos especiais.

Nesta semana assisti-o, baixado da internet. Fiquei encantada.

Para mim, muito além das qualidades amplamente divulgas a respeito dos efeitos especiais está a história apresentada no filme, os efeitos, sem dúvida conseguem nos levar para dentro dela. É impossível não associá-la à história do nosso povo, dos índios, guerreiros, verdadeiros donos dessa terra. Dizimados e recolhidos hoje à sua "insignificância" em alguns espaços delimitados pelo governo, conquistado com muita luta e em constante risco de perdê-lo.

O nosso Brasil é hoje um país de mestiço em que a maioria se diz branca e a outra grande parte, que se diz negra, luta bravamente pelo orgulho de sê-la. E o orgulho de ser indío, como está?

Recebi ontem um vídeo enviado por uma pessoa integrante de um grupo que divulga aqui no Brasil, a situação e a luta do povo Palestino. Nele, aparece alguns jovens vestidos e pintados de azul, como o povo AVATAR do filme, participando de uma passeata, que sempre acontece, em protesto pela invasão de Israel no seu território. É tão comovente quanto o filme assistir a luta, a tristeza, o subjulgo no qual se encontra aquele povo. Comprimidos entre muros e cercas erguidos pelos Israelitas e que cada vez mais reduz o território dos Palestinos e as suas condições de sobrevivência.

Acredito que só seremos verdadeiramente humanos quando for erradicada na terra qualquer tipo de violência e no dia em que não tivermos mais necessidade de sentirmos orgulho por ser branco, ou por ser negro, ou índio, ou Palestino, ou Israelita. No dia em que todos forem respeitados, cada um com a sua cor, a sua cultura, os seus costumes, a sua fé e o seu jeito de ser feliz. O dia em que a pavalvra orgulho for substituída por HUMILDADE, no seu sentido mais profundo e grandioso que torna todos irmãos.

PS. Quem se interessar por mais informações sobre a Causa Palestina, pode procurar o Jornal da Fotografia, nas bancas do centro de Natal (Rio Branco e Princesa Isabel), na Livraria Siciliano do Midway e nas livrarias do Nordestão da Salgado Filho, Alecrim e Prudente de Moraes. Onde Sandra Carvalho assina uma coluna sobre a Palestina, ou entrar em contado com ela através do seu e-mail (siannabrasil@yahoo.com).

Um comentário:

Javier disse...

Sem dúvida, um outro mundo é possível. E sem dúvida o primeiro passo para que isso aconteça é ser capaz de vê-lo na imaginação. Eu gosto o seu convite para fazer isso e eu apoio sua iniciativa.
Um grande abraço.

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