quinta-feira, 21 de outubro de 2010

QUEM DEFENDE O ALUNO?

Nesta última terça-feira, 19 de outubro, assisti a uma palestra  proferida por Dr Sasha Alves do Amaral. (Promotor Coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias da Infância e da Juventude). Excelende orador, o Dr. Sasha discorreu sobre as leis e instituições de proteção ás crianças e os jovens. Falou também sobre o papel da família, da escola e da justiça na promoção do atendimento às necessidades  e aos direitos destas crianças e jovens.

Terminada a apresentação do palestrante foi aberto o espaço para quem quizese fazer perguntas. Aproveitei a oportunidade e fiz duas perguntas, uma delas foi aplaudida por todos presentes, compreendo que pelo fato de sofrerem a mesma inquietação por tal injustiça que vem sendo praticada há muito tempo nas escolas públicas. Socializo aqui a pergunta para refletirmos juntos.

Segue o texto da pergunta:

“ SOU PROFESSORA, ATUALMENTE ESTOU DIRETORA DE UM CENTRO INFANTIL, MAS, NESSE MOMENTO, GOSTARIA DE ME COLOCAR QUI NO PAPEL DE MÃE DE ALUNO.

TENHO CONHECIMENTO DE QUE NAS ESCOLAS PRIVADAS NÃO HÁ UM DIA NO CALENDÁRIO LETIVO QUE NÃO SEJA DEVIDAMENTE CUMPRIDO. ATÉ OS ‘IMPRENSADOS’ SÃO NEGOCIADOS E PAGOS.

PERGUNTO:

SABENDO QUE NA ESCOLA PÚBLICA AS AULAS SÃO SUSPENSAS SE O PROFESSOR ADOECER; SE FALTAR ÁGUA; SE FALTAR MERENDA; SE TIVER REFORMA; SE CHOVER MUITO; SE FOR VÉSPERA DE FERIADO; SE FOR CARNATAL;  SE TIVER ASSEMBLÉIAS NO SINDICATO; SE TIVER MOBILIZAÇÕES; SE HOVER REUNIÕES CONVOCADAS ÀS PRESSAS PELA SECRE TARIA; ...

E, QUE NOS CASOS CITADOS, O PROFESSOR SE VÊ NO DIREITO DE SE EXIMIR DA OBRIGAÇÃO DE REPOR AS AULAS, JÁ QUE NÃO FOI ELE O CAUSADOR DOS TRANSTORNOS, COMO FICA ENTÃO ASSEGURADO O DIREITO DO MEU FILHO ESTUDAR, ASSEGURADO NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL E NA LEI DE DIRETRISES E BASES DA EDUCAÇÃO QUE LHES GARANTE 200 DIAS LETIVOS, NO MÍNIMO, AO ANO? “

                A resposta dada pelo mesmo foi que seria o caso de denunciar à Promotoria da Infância e da Juventude.

                Porém, todos nós sabemos que a solução efetiva não está no juridico e sim na consciência dos educadores (professores, direção, Sindicato e Secretaria), se cada um fizesse realmente a sua parte, cumprisse o seu dever, o direito do aluno estaria preservado.

 (Ref. Foto dos alunos da Educação Infantil da Escola Municipal Profª Ivonete Maciel, 2007).

6 comentários:

Anônimo disse...

Muito boa essa sua pergunta, eu queria era saber se para as profªs existe alguma fiscalizção? Acho que não, e se tiver deve ser de coleguinhas, ai já sabe como é né?! Infelismente a mentalidade de algumas de nossas colegas de profissão é lamentalvel, é só passar em um concurso público e pronto, não quer mais trabalhar, só lutar por seus direitos. E os direitos dos alunos? E como ficam as mães que necessitam deixar os filhos nas escolas para trabalhar?
Vamos pensar um pouquinho, só um pouquinho no próximo, a fase de egocentrismo já deveria ter passado....
Fica registrado meu protesto contra a falta de compromisso com a nação! "Que pais é esse?"

Anônimo disse...

Muito boa essa sua pergunta, eu queria era saber se para as profªs existe alguma fiscalizção? Acho que não, e se tiver deve ser de coleguinhas, ai já sabe como é né?! Infelismente a mentalidade de algumas de nossas colegas de profissão é lamentalvel, é só passar em um concurso público e pronto, não quer mais trabalhar, só lutar por seus direitos. E os direitos dos alunos? E como ficam as mães que necessitam deixar os filhos nas escolas para trabalhar?
Vamos pensar um pouquinho, só um pouquinho no próximo, a fase de egocentrismo já deveria ter passado....
Fica registrado meu protesto contra a falta de compromisso com a nação! "Que pais é esse?"

Milton França Jr. (Milttão) disse...

Oi Amiga!
Conscientes ou não, negamos um direito constitucional aos educandos da escola publica, inclusive, das que trabalhamos. No oportunismo de um sistema fiscalizador falho e de uma classe corporativista que defende raivosa e egoisticamente pelos nossos direitos e não nos convida a honrar nossos deveres. Assim, é comum e nada nobre que enterremos em cova funda nossos compromissos éticos e que discursemos como hipócritas que trabalhamos pela igualdade, entre outras coisas. Quando tratam-se dos nossos direitos e os de nossos filhos, como: de ter as aulas na quantidade e na qualidade programadas, sabemos lutar e exiger, certamente, das escolas privados. Quando somos os prestadores do serviço na escola público, ficamos cegos para o problema e temos ouvidos de mercador. Mas, seremos hipócritas e injustos até quando????

Remédios disse...

Oi amiga, que bom que vc faz esses questionamentos hoje e é uma educadora consciente.Parabéns pela sua atuação não só na palestra como,eduacadora.Isso já vem rolando ha muito tempo pois um dos meus filhos na época de 1ª série não tinha a menor condição de passar e eu recebi a proposta de ficar calada diante da iniciativa da professora de passá-lo pra série seguinte.Só que eu não aceitei, ou seja a escola pública já tem todos esses
problemas que vc citou e mais outros.Apenas poucas Andorinhas como vc conseguem fazer valer(verões)...Fique com deus e que ele ajude vc em sua jornada. bjs

Chimarrão disse...

Falizmente exisem pessoas que se posicionam em favor dos educandos, pois o que falta realmente é a consciência e o profissionalismo, assim como em todas as atividades, mas nos casos citados, penso, nunca se mede o grau de prejuízo que terão os alunos, mas o que colherá o professor com atitudes dessa natureza. Para alguns, o ano letivo é mais o cumprimento de um calendário, uma obrigação institucional, os alunos...esses se adaptam a essas eventualidades. Por isso que a educação no país está desse jeito. Viva o terceiro mundo!!!

EdNiCe disse...

Ah, Ivana!!!! Se todos fizessem sua parte... Nossas dores de cabeça e indignação seriam bem menores, quase nulas!!!!

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