sábado, 19 de fevereiro de 2011

A CABANA – O livro de William P. Young


Todo Natal a gente faz um amigo secreto na família. È uma brincadeira carinhosa e uma forma de presentear a todos de forma mais econômica e sem os riscos de esquecer ninguém. Mamãe, de praxe, sempre foge a regra. Além do presente do seu amigo secreto, ela acaba comprando um “presentinho”  para cada um de nós..

Assim, a gente sempre acaba comprando um “presentinho” em separado para ela também. O problema é que na escolha do presente a gente tem sempre aquela sensação de que ela já tem tudo o que precisa, embora não seja. Na verdade a dificuldade está em conseguir surpreendê-la com algo que realmente represente um grande valor. Esse julgamento é nosso, eu acho, já que para ela, até uma pedra embrulhada é guardada com carinho verdadeiro.

Neste último Natal eu resolvi comprar-lhe um livro. Ler é uma paixão que ela me transmitiu com o seu exemplo desde que me entendo de gente. Eu gostaria, obviamente que o livro tornar-se um presente especial. A minha filha mais velha sugeriu ‘ A Cabana’. Segundo ela, este livro estava fazendo muito sucesso e na internet e havia muitos comentários de que realmente era bom.

É de se estranhar, eu fazendo comentários natalinos no mês de março (rsrsrs), explico, é que o livro veio para as minhas mãos essa semana em que estou presa em casa acometida de catapora. Segundo a minha mãe, deveria ser meu entretenimento até o final da doença, mas, foi consumido totalmente no segundo dia. Sabe como é, aquelas leituras boas, que nos prende... Olhe que ainda tentei poupá-lo com um filme e outro na TV.
Eu gostaria comentar o livro, não explicando a história, mas, o que a sua leitura provocou em mim.

Comecei a lê-lo sem muita expectativa já que ninguém, nem a minha mãe me contou sobre o seu conteúdo. Pensei em estar simplesmente iniciando a leitura de um conto, uma história fictícia.  O autor começa a nos envolver com uma história que ele não assume ser verdadeira, mas confirma ser escriba de um amigo que jura haver experimentado todas as coisas escritas ali.
O que posso dizer é que o livro me envolveu de tal forma profundamente e grandiosamente na minha relação com Deus. Acredito que a hipersensibilidade que a doença me causou também conspirou. Mas, sabe-se lá se isso também não foi plano dele (rsrsrs) já que a saúde excessiva que tenho tido não me permite freiar minhas atividades e obrigações levando-me a uma pausa para reflexão. Até a minha sensibilidade, percebo, andava muito afetada com tanta racionalidade em exercício.

Enquanto lia, inevitavelmente, eu fazia uma reflexão do meu relacionamento com Deus. Amparada pelas dúvidas e ceticismo do personagem, senti-me a vontade para expor as minhas e absorver carinhosamente a compreensão de Deus. Sem nenhum julgamento, sem demonstrar perspectivas a meu respeito que pudessem ser transformadas em cobranças quando ocorressem meus erros. Aprendi a reconhecer outro Deus, que nem sempre está nas igrejas, mas que sempre está dentro da gente, mesmo naqueles momentos em que não parecemos tanto assim “a sua imagem e semelhança”.

Um comentário:

Arissa disse...

Adorei o texto sobre "A Cabana"... Também li o livro e adorei... acho até que de vez em qdo todos nós devemos voltar até a cabana e "tentar" começar novamente o nosso relacionamneto com Deus, porque Ele ao contrario de nós está sempre a nossa espera e disposição....

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