sábado, 7 de janeiro de 2012

HOSPITAIS PÚBLICOS - O RETRATO DA TRISTEZA E DO ABANDONO POLITICO


Ontem fui visitar uma amiga que estava internada no hospital Walfredo Gurgel, aqui em Natal, RN.

Por telefone, ela me falou que deu entrada há dois dias no hospital com suspeita de um derrame que a deixou com a perna direita paralisada.

Orientando-me como encontra-la na ocasião da visita, explicou que estava em uma cadeira no corredor do pronto-socorro, desde o dia que chegou no hospital.

Custei a acreditar nessa informação, mas me lembrei das reportagens de denuncias que passam constantemente na tv e tive a certeza de que falava mesmo a verdade.

Chegando ao hospital, tentei me preparar psicologicamente para não ficar tão chocada com as cenas que iria assistir.


Pelos corredores, um desfile de abandono e sofrimentos.

Cadeiras e macas espalhadas se apertavam por todos os corredores sombrios do hospital.

Pessoas de todos os tipos, jovens com cabeças e corpos ponteados aparentemente vitimas de acidentes, velhinhos definhando, tomando soro, parecendo abandonados à sorte.

Seguindo uma numeração escrita à mão em papeis fixados nas paredes, cheguei até a minha amiga, que por sorte encontrava-se já em uma maca e não mais na cadeira como havia me falado e por mais sorte ainda, já de alta, aguardando apenas uma medicação para sair daquele lugar de horrores.

Enquanto assistia a essas imagens eu pensava: - Isso daria um bom pano de fundo para as campanhas politicas. Porque os governantes não vêm aqui filmar as suas propagandas de governo que alardeiam tantos benefícios feitos à população?

A cada dia aumenta a certeza de que a para ser um político vitorioso na carreira tem que desenvolver como maior competência ser “Cara-de-pau”, sem ética e sem sensibilidade.

Todo politico e governantes deveriam ser obrigados a utilizar  os hospitais e as escolas públicas, como os cidadãos comuns que o colocaram lá para os representar.



5 comentários:

Néia Lambert disse...

Ivana, é mesmo revoltante a situação da saúde pública no Brasil, um descaso que, infelizmente, não se tem esperança de ser resolvido a curto prazo, afinal os políticos estão com os olhos voltados somente para seus próprios benefícios.

Beijos

Dilmar Gomes disse...

Amiga, esse quadro calamitoso da saúde pública ocorre em todo o Brasil. Aqui no Rio Grande do não é diferente do demais estados. Emergências lotadas, falta de vagas, gente morrendo nas filas de espera, enfim, o caos. Mas o que se ouve da boca das autoridades que foram eleitas para sanar os problemas crônicos é que a saúde está melhorando, que ouve avanços e progressos...
Amiga, não adianta sermos a 6ª economia do mundo se mantivermos nossas mazelas.
Um abração. Tenhas um lindo fim de semana.

Jeanne Geyer disse...

A minha tia, com plano de saúde e tudo, passou pela mesma situação. meu tio chegou a implorar um quarto particular porque o caso era grave, mas simplesmente não tinha quarto! ficou dois dias sentada na sala de espera sofrendo até ter uma vaga. agora me diz, ela merecia este tratamento? uma pessoa boa que só fez o bem na vida...
Beijos

Ivana Maria disse...

Talvez porque, felizmente, não vivamos necessitando de hospitais constantemente, como a exemplo de alimentação, escola, segurança, etc. Apenas parte da população é atingida de forma individual pelo descaso na saúde e geralmente esse ocorre em um momento de fragilidade suprema, pouco são os que encontram forças para protestar. Daí, ficam os abandonados a mercê da sua própria sorte nos corredores dos hospitais.

Célia Buarque disse...

Bem oportuno seu post. Revoltante mesmo o descaso. Estive em dezembro precisando de atendimento médico para meu pequenino que quebrou o braço. E acredite, em breve, e não vai demorar muito, todos nós que temos planos de saúde e utilizamos os serviços de hospitais particulares estaremos fadados a super lotação e com direito a adoecer só em horário comercial, pq senão não teremos anestesistas para nos atender. #fato! Também queriam que ele ficasse em uma cadeira esperando o tempo necessário do jejum para ser cirurgiado, eu protestei e acomodaram ele no local de recuperação de pacientes cardíacos. Precisamos reagir e não aceitar como se fosse normal! Mas graças a Deus a equipe médica e do centro cirúrgico são competentes e fizeram um ótimo trabalho e meu pequeno já está até sem o gesso.

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